Camaleões

Lesy Williams

Neste deserto que percorro,

cruzo-me com diversos camaleões.

Foi através do meu pedido de socorro,

que eles me abriram os braços como anfitriões.

 

Mas a sua simpatia durou por pouco;

Eles encaram-me, julgando-se muito superiores.

Vivem apegados e castigados num ciclo louco;

E ainda se apresentam com as suas doutrinas de doutores.

 

O calor abrasador me coloca num estado alerta;

Tudo porque tenho andado a investir na descoberta;

Felizmente que a passagem por estas bandas é temporária;

Não aguento mais deambular nesta situação precária.

 

Camaleões vestidos com pele de serpente;

Vivem camuflados na sua zona de conforto.

Eles fazem de tudo para envenenar a minha mente,

mas ainda assim me desvio do seu trajeto torto.

 

Eles não passam de camaleões;

Mudam de cor, conforme as situações.

Eles desconhecem o parâmetro das minhas lições;

Aquelas que eu adquiri das minhas pesadas aflições.

 

Camaleões que vivem rendidos à ilusão;

Fizeram das aparências a sua única solução.

Eu sacudo a areia debaixo dos pés,

marcando passo em direção às livres marés.

 

Não passam de infelizes camaleões,

satisfeitos com a pequena dimensão do seu mundo.

Enquanto me subestimam, julgando-se grandes valentões;

Enriqueço a poesia com o que há de mais profundo.

  • Autor: Lesy Williams (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de setembro de 2026 12:04
  • Comentário do autor sobre o poema: A Adaptação num lugar que é apenas temporário; Lidar com pessoas presas a uma zona de conforto
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: O Roteiro I.


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