O Bom Nome da Chuva

CORASSIS



A chuva desce para erguer seu bom nome,
No chão do sertão que padece de fome.
A terra rachada que o fogo consome,
Vê a água divina que o mal desanuvia.

Os seres sagrados que sofrem na dor,
Recebem do céu esse sopro de amor.
Exemplo de vida e de puro esplendor,
Que a grande metrópole não dá valor.

Ali o transeunte de passo apressado,
Vê a água da chuva como um mal calculado.
O cidadão vive na pressa, perdido,
E o dom da semente destrói, distraído.

Há quem gaste a vida buscando riqueza,
Mas perde a alma e não vê a beleza.
Grandioso é aquele que preza o chão,
E vive uma vida sem ter um bordão.

A chuva é a essência que faz todo o bem,
Mas usa a força que a água também tem.
Poder e vida caminham no leito,
Limpando os entraves com o seu respeito.

 


  • Autor: CORASSIS (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de setembro de 2026 16:21
  • Comentário do autor sobre o poema: Imagem de Marion por Pixabay
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 36
  • Usuários favoritos deste poema: Maria Ventania, Apegaua, Michel F.M.
Comentários +

Comentários2

  • Maria Ventania

    Poesia maravilhosa que exalta uma força da natureza que é tão necessária à vida. Linda, linda, linda- eu amei !!! Parabéns ao mestre poeta, beijos.

  • LEIDE FREITAS

    Há uma certa crítica ao estilo de vida moderno e mercantilizado. O eu lírico exalta a figura que "preza o chão" e vive de forma simples, em contraposição àquele que "gaste a vida buscando riqueza, mas perde a alma". A expressão "viver sem ter um bordão" sugere uma existência autônoma, sem muletas morais ou dependências ilusórias.

    Ótimo poema. Parabéns caro poeta Corassis.

    • CORASSIS

      Gratidão pelo comentário e leitura, estimada amiga.
      Abraço



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