CORASSIS

O Bom Nome da Chuva

A chuva desce para erguer seu bom nome,
No chão do sertão que padece de fome.
A terra rachada que o fogo consome,
Vê a água divina que o mal desanuvia.

Os seres sagrados que sofrem na dor,
Recebem do céu esse sopro de amor.
Exemplo de vida e de puro esplendor,
Que a grande metrópole não dá valor.

Ali o transeunte de passo apressado,
Vê a água da chuva como um mal calculado.
O cidadão vive na pressa, perdido,
E o dom da semente destrói, distraído.

Há quem gaste a vida buscando riqueza,
Mas perde a alma e não vê a beleza.
Grandioso é aquele que preza o chão,
E vive uma vida sem ter um bordão.

A chuva é a essência que faz todo o bem,
Mas usa a força que a água também tem.
Poder e vida caminham no leito,
Limpando os entraves com o seu respeito.