FINITUDE!
Tudo que brota busca a luz
cresce e alcança o auge da vida.
Depois o vigor se curva ao tempo
e em fogo lentotudo se consome.
A areia fina desce fria na ampulheta
Pela fresta estreita acontece o adeus
Nenhuma espécie escapa desse rito
Devolve a matéria ao rico pó do início.
Nenhum atalho altera esse destino.
Alguns deixam a leveza da brisa.
Outros a saudade no peito de alguém
Uma última herança retida na memória.
A estrada é uma só.
A travessia é única.
O tempo recolhe as pegadas da terra.
O próprio horizonte,é vasto e solitário.
Todos se dobram ao fim inevitável.
Leide Freitas
-
Autor:
LEIDE FREITAS (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de agosto de 2026 15:37
- Comentário do autor sobre o poema: O poema foi feito por ocasião do falecimento de um tio muito querido. Faleceu hoje. Dia 23.08.2026
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira
- Em coleções: REFLEXÕES.

Offline)
Comentários5
Meus sentimentos, Leide
Ficou uma bela poesia, muito bonita a mensagem...
Abraço
Obrigada por tua leitura e gentil comentário.
Bom dia e excelente semana!
Amiga Leide, meus sentimentos. Bela homenagem poetica .
Parabéns, abraço.
Obrigada poeta Corassis por tua leitura e gentil comentário.
Bom dia e excelente semana !
Boa noite poetisa Leide! Seu poema reflete sobre a transitoriedade da vida e a inevitabilidade da morte de forma serena e universal. O texto compara a existência humana ao ciclo da natureza, que brota, cresce, atinge o auge e depois se consome lentamente. O uso da areia na ampulheta simboliza o tempo esgotando-se de maneira fria, contínua e sem retorno para nenhuma espécie. A autora lembra que, apesar do fim inevitável, o que fica é a memória, a saudade e a leveza deixada na vida de quem fica. Meus pêsames por sua perda. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço poético.
Obrigada por tua leitura e gentil comentário.
Bom dia e excelente semana!
Cara Vilma Oliveira, obrigada por favoritar meu poema. Ótima tarde!
Dese jeito que a vida segue!
Abraços
Sim. É assim mesmo, mas o coração sempre bate forte ante a extinção dos que amamos.
Excelente dia, caro poeta Shmuel!
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.