FINITUDE!
Tudo que brota
busca a luz
cresce e alcança
o auge da vida.
Depois o vigor
se curva ao tempo
e em fogo lento
tudo se consome.
A areia fina desce
fria na ampulheta
Pela fresta estreita
acontece o adeus
Nenhuma espécie
escapa desse rito
Devolve a matéria
ao rico pó do início.
Nenhum atalho
altera esse destino.
Alguns deixam
a leveza da brisa.
Outros a saudade
no peito de alguém
Uma última herança
retida na memória.
A estrada é uma só.
A travessia é única.
O tempo recolhe
as pegadas da terra.
O próprio horizonte,
é vasto e solitário.
Todos se dobram
ao fim inevitável.
Leide Freitas
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Autor:
LEIDE FREITAS (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de agosto de 2026 15:37
- Comentário do autor sobre o poema: O poema foi feito por ocasião do falecimento de um tio muito querido. Faleceu hoje. Dia 23.08.2026
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 2
- Em coleções: REFLEXÕES.

Offline)
Comentários1
Meus sentimentos, Leide
Ficou uma bela poesia, muito bonita a mensagem...
Abraço
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