LEIDE FREITAS

FINITUDE

FINITUDE!

 

Tudo que brota busca a luz 

cresce e alcança o auge da vida.

Depois o vigor se curva ao tempo

e em fogo lentotudo se consome.

 

A areia fina desce fria na ampulheta 

Pela fresta estreita acontece o adeus

Nenhuma espécie escapa desse rito

Devolve a matéria ao rico pó do início.

 

Nenhum atalho altera esse destino.

Alguns deixam a leveza da brisa.

Outros a saudade no peito de alguém 

Uma última herança retida na memória.

 

A estrada é uma só.

A travessia é única.

O tempo recolhe as pegadas da terra.

O próprio horizonte,é vasto e solitário.

Todos se dobram ao fim inevitável.

 

Leide Freitas