O Jaguar no Tempo

Francisco Claudio Claudio Gia

O Jaguar no Tempo

Claudio Gia, Macau RN, 18 de julho de 2026

Não pelo bronze que se ostenta, não,
Nem pelo nome escrito em alto-mar,
Mas porque a alma, em rígido torpor,
Aprendeu, na vigília, a se dobrar.

Forjaste, sob a farda, o homem-cão
Que fareja o instante e seu engano,
E na neblina densa da nação,
Guardaste o sol de um porvir soberano.

Teu gesto é a lei que o caos não destrói,
Teu olhar, o fio de prumo e glória,
Pois viste a treva e sabes o que é herói:

Ser, na tormenta, a âncora e a memória.
Ser, no silêncio, a ordem que persiste
E, no veterano, o que em nós persiste.

  • Autor: Claudio Gia (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de julho de 2026 19:08
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6


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