O Jaguar no Tempo
Claudio Gia, Macau RN, 18 de julho de 2026
Não pelo bronze que se ostenta, não,
Nem pelo nome escrito em alto-mar,
Mas porque a alma, em rígido torpor,
Aprendeu, na vigília, a se dobrar.
Forjaste, sob a farda, o homem-cão
Que fareja o instante e seu engano,
E na neblina densa da nação,
Guardaste o sol de um porvir soberano.
Teu gesto é a lei que o caos não destrói,
Teu olhar, o fio de prumo e glória,
Pois viste a treva e sabes o que é herói:
Ser, na tormenta, a âncora e a memória.
Ser, no silêncio, a ordem que persiste
E, no veterano, o que em nós persiste.