Ela deveria ser apenas abrigo
Mas não, é narradora de histórias
Carregando em si, memórias e sentidos
Em suas paredes, quadros e móveis marcam o tempo
Imagens que olham para a mesa, para a porta de entrada, entregam um vazio…
Há no lugar, uma falta…
Na mesa polida, uma cadeira conversa comigo
Conta, dos cafezinhos de cada dia
Dos almoços de domingo
Das crianças que cresceram e partiram..
E por vezes voltam, acompanhados de seus filhos
Pude ouvir calorosas discussões
Entre risos e assuntos decisivos
Tudo que alimentava aos pais e filhos…
Ela abriga histórias novas e antigas
O vazio recente conversa com os sentidos
Almas doloridas, dores do parto
Aquelas que geraram o triste recém-nascido
Ninguém o quer, não é casto…
Caminho, as paredes não calam
Continuo a percorrer o espaço dolorido
Há tanta coisa que grita
Outras, são apenas sussurros esquecidos
Tudo aqui conta, do amor construído
Porém, não contavam com o vazio
O vazio cresce, torna-se saudade, dança nas paredes
A melodia do tempo, transborda senti
mentos
Nunca serão esquecidos…
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Autor:
Ema Machado (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de abril de 2026 21:48
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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