#A Teia de Datas

Francisco Claudio Claudio Gia

#A Teia de Datas

Claudio Gia, Macau, 05/04/2026

No quinto dia do abril sereno,
onde o tempo tece seu pequeno enredo,
a consciência desperta — farol terreno —
e a paz se curva sobre o próprio medo.

O filho é ponte entre o ontem e o agora,
elo frágil que o amor não desampara;
e a Páscoa acende a luz que não foi embora,
ressurreição que a própria morte prepara.

Vicente Férrer, olhar de eternidade,
guarda o passo da fé na pedra fria.
A Polícia Civil, sua verdade,
nasce do caos que a ordem desafia.

Tudo converge num domingo exato:
cinco de abril, calendário exato —
cada sentido é um múltiplo contrato,
cada data é um mundo, cada mundo é um ato.

Que celebração há nesse recinto?
A que não cabe em uma só gaveta:
consciência, filho, Cristo, lírio, jacinto —
o tempo, afinal, é uma grande seta.

  • Autor: Claudio Gia (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de abril de 2026 11:53
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 13


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.