#A Teia de Datas
Claudio Gia, Macau, 05/04/2026
No quinto dia do abril sereno,
onde o tempo tece seu pequeno enredo,
a consciência desperta — farol terreno —
e a paz se curva sobre o próprio medo.
O filho é ponte entre o ontem e o agora,
elo frágil que o amor não desampara;
e a Páscoa acende a luz que não foi embora,
ressurreição que a própria morte prepara.
Vicente Férrer, olhar de eternidade,
guarda o passo da fé na pedra fria.
A Polícia Civil, sua verdade,
nasce do caos que a ordem desafia.
Tudo converge num domingo exato:
cinco de abril, calendário exato —
cada sentido é um múltiplo contrato,
cada data é um mundo, cada mundo é um ato.
Que celebração há nesse recinto?
A que não cabe em uma só gaveta:
consciência, filho, Cristo, lírio, jacinto —
o tempo, afinal, é uma grande seta.