O silêncio da Escolha

Geralda Maria Pinheiro Figueiredo Pithon

O silêncio da escolha

Em silêncio assinei o que não li
No mapa da vida o rumo perdi

A escolha feita em um sopro de engano
Tornou-se a cela de um longo plano

Onde havia o horizonte agora há o muro
O brilho de outrora deu lugar ao escuro

Troquei minhas asas por passos contados
Pelos elos de um peso por mim fabricado

Dói saber que a chave ainda estava na mão
Quando entreguei ao destino minha própria direção

Hoje o dia amanhece sem pedir licença
E a falta de escolha é a minha sentença

Nas cinzas da escolha o fogo não morre
Quem ontem se perde hoje se socorre

Se o muro é alto e o passo é contido
O espírito entende que não foi vencido

A grade que aperta ensina o valor
De ser o mestre da própria dor

Pois quem se prendeu por um sim apressado
Aprende no "não" a deixar o passado

Não sou o erro que ontem cometi
Sou a força bruta que nasce daqui

A liberdade embora em atraso
Reconstrói o seu voo no tempo do acaso

Vou transformar o peso em alicerce
Pois só quem se perde é quem se merece

A chave não foi jogada ao mar
Ela espera o momento de me libertar


Meu Lado Poético 
Geralda Figueiredo

  • Autor: Gel (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de março de 2026 15:18
  • Comentário do autor sobre o poema: Um fato verídico de escolhas e vivência! Curta essa reflexão que serve como eprendizado.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 7
  • Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
Comentários +

Comentários1

  • Arthur Santos

    Mesmo que a chave seja jogada ao mar há senpre maneira de a recuperar... chama-se: ESPERANÇA!
    Belíssimo poema Geralda.



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