O silêncio da escolha
Em silêncio assinei o que não li
No mapa da vida o rumo perdi
A escolha feita em um sopro de engano
Tornou-se a cela de um longo plano
Onde havia o horizonte agora há o muro
O brilho de outrora deu lugar ao escuro
Troquei minhas asas por passos contados
Pelos elos de um peso por mim fabricado
Dói saber que a chave ainda estava na mão
Quando entreguei ao destino minha própria direção
Hoje o dia amanhece sem pedir licença
E a falta de escolha é a minha sentença
Nas cinzas da escolha o fogo não morre
Quem ontem se perde hoje se socorre
Se o muro é alto e o passo é contido
O espírito entende que não foi vencido
A grade que aperta ensina o valor
De ser o mestre da própria dor
Pois quem se prendeu por um sim apressado
Aprende no "não" a deixar o passado
Não sou o erro que ontem cometi
Sou a força bruta que nasce daqui
A liberdade embora em atraso
Reconstrói o seu voo no tempo do acaso
Vou transformar o peso em alicerce
Pois só quem se perde é quem se merece
A chave não foi jogada ao mar
Ela espera o momento de me libertar
Meu Lado Poético
Geralda Figueiredo
-
Autor:
Gel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de março de 2026 15:18
- Comentário do autor sobre o poema: Um fato verídico de escolhas e vivência! Curta essa reflexão que serve como eprendizado.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários1
Mesmo que a chave seja jogada ao mar há senpre maneira de a recuperar... chama-se: ESPERANÇA!
Belíssimo poema Geralda.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.