Mergulhado no silêncio do asfalto e do muro,
o artista não pinta apenas traços;
ele resgata do esquecimento o brilho de um olhar
que já viu o mundo mudar mil vezes.
Cada pincelada é um carinho no rosto da memória,
um preenchimento suave nas rugas que contam histórias,
onde cada sulco da pele é um caminho percorrido,
e cada fio de cabelo, uma chama de outono que resiste ao vento.
Ela observa o horizonte que só os experientes enxergam.
Não olha para o pintor, mas para o infinito,
com o queixo apoiado na mão que já carregou o peso da vida,
agora transformada em luz, sombra e pigmento.
O artista, pequeno diante da magnitude da existência,
ajoelha-se para traduzir o invisível.
Entre as cores da sua paleta e as gotas que escorrem como lágrimas de tinta,
ele faz o efêmero tornar-se eterno.
Pois enquanto houver mãos dispostas a pintar a vida,
ninguém jamais será verdadeiramente esquecido.
A beleza não está na juventude que se esvai,
mas na profundidade do olhar que permanece.
Maiza Chagas
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Autor:
Maiza Chagas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de março de 2026 11:40
- Comentário do autor sobre o poema: "Fé é a razão repousando em Deus." C.H.S
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 11
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários2
A beleza deste poema é inegável. Uma obra de arte poética.
Boa tarde Arthur muito obrigada pelo seu comentário. Fico feliz que gostou. Deus te abençoe muito.
Linda poesia Poeta Maiza, uma jóia de leitura!
Boa tarde Neiva. Enfim estou de volta, lendo e aprendendo. Obrigada por comentar. Deus te abençoe
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