OS LENÇÓIS
Teu corpo acorda cedo e me abraça,
entre os lençóis azuis de raro linho;
o dia vem nascendo de mansinho,
e a lembrança do ontem me enlaça!
Em teu rosto, a tristeza que esvoaça
faz a mente girar em torvelinho;
à mesa, nosso olhar em desalinho
pressente que a ventura se esfumaça!
Lá fora, segue a vida traiçoeira;
o sol ensaia entrar pela janela,
e o vento traz o adeus que não reclama!
O peito cede à dor que é verdadeira,
a sombra se projeta em torno dela
e sufoca o gemido em nossa cama!
Nelson de Medeiros.
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Autor:
Nelson de Medeiros (
Offline) - Publicado: 13 de março de 2026 09:19
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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