O Que Ainda Falta Em Mim Para Caber No Teu Amor?

Melancolia...




Talvez falte
eu chegar antes do café esfriar,
ou aprender a ouvir
sem responder nada,
como quem segura a porta
para o outro passar.
Guardo seu nome
no bolso pequeno do dia,
entre as chaves e o troco —
não pesa,
mas faz barulho quando ando rápido demais.
Há noites em que te escrevo
e apago.
Não por medo de você,
mas de mim:
do excesso,
do gesto maior que o instante.
Cuido de você
sem anúncio —
arrumo a cadeira que você não percebe,
calo a frase que poderia ferir,
aprendo seus silêncios
como quem decora um caminho de volta.
Quando você ri,
o mundo fica simples:
uma janela aberta,
um prato ainda quente,
o dia aceitando ficar.
Mas há esse resto em mim,
esse espaço que não alcança,
como um braço curto demais
para um abraço inteiro.
Não sei se é falta de tempo,
ou de coragem,
ou se amor também precisa
de caber nos dois.
Se eu te perdesse,
não faria barulho.
Sentaria no mesmo lugar,
olharia o mesmo céu,
e só a ausência
saberia onde doeu.
Então te amo assim:
com cuidado,
com sede contida,
com a alegria pequena
de quem fica.
E me pergunto —
baixo,
quase como desculpa:
o que ainda falta em mim
para caber no seu amor?


@felicity_poeta
Estou perdida neste amor avassalador inteirada com nossas conversas desolada em nossas percepções
Tento te entender não completar com suas ideias e seus ideais acreditar em coisas belas e me entregar por inteira
Tem uma menina sonhei com você acreditei no que é bonito mas me desapontei com todo o seu resquício de inesperança
Ainda torna o seu sorriso o ato da minha memória fixado é sempre lembrado para toda essa história !!


Talvez falte
eu desaprender a me medir.
Soltar o cálculo do passo,
errar o horário de propósito,
chegar quando já não há café
— e ficar mesmo assim.
Talvez falte aceitar
que o amor não é móvel ajustável,
não se empurra a parede
sem rachar o teto.
Que há casas que só existem
quando duas presenças respiram juntas,
sem pedir licença ao medo.
Carrego em mim um cuidado antigo,
herança de quem ficou demais
e partiu por dentro.
Por isso seguro,
por isso doso,
por isso amo com as mãos fechadas
como quem guarda água
no meio do deserto.
Mas às vezes imagino
se eu abrisse os dedos.
Se dissesse seu nome em voz alta
sem o ensaio do silêncio.
Se deixasse cair no chão
essa versão educada de mim
que sabe ficar,
mas esqueceu de chegar.
Não é você que me falta.
Sou eu, quando não ouso.
Sou eu, quando faço do cuidado
uma forma bonita de ausência.
Então, se ainda falta algo,
que seja coragem.
Não a grande — a pequena,
essa que cabe num gesto torto,
num “fica” dito sem garantia,
num amor que não pede desculpa
por querer inteiro.
E se não couber,
se mesmo assim não der,
que eu ao menos aprenda
a perder fazendo barulho:
com o peito aberto,
o nome solto no dia,
e a certeza tranquila
de que amei
sem diminuir.


Falta talvez o seu beijo molhado
o pulsar do seu coração
o seu rosto corar
os olhos entrelaçarem dizendo
que aquele momento é único,
o suor escorrendo por sua camisa
e aquele abraço apertado
onde existe apenas eu e você.


Talvez falte nós dois,
Talvez falte você o suficiente para me dizer basta,
nessa contenção extremamente vasta.
Talvez, só talvez, eu me encontre depois,
mas sem te entender.
-
Mas também falte eu, sem saber precisamente o que eu vejo,
talvez seja mais sobre quem sou,
seja exatamente o quanto me dou,
a quantidade exata demais. . . meu despejo?
O que ainda falta em mim para o nosso amor atender?
(Por: Emalyn)


o que tenho que fazer pra ter o seu amor?
gostaria de estar ao seu lado
aliviar a sua dor
rolar com você no gramado
serìamos um belo casal
ficarìamos até o fim
o que me falta afinal
para você me dizer sim?


Talvez não me falte amor,
talvez me falte pausa.
Há sentimentos que nascem gritando,
mas só sobrevivem
quando encontram silêncio.
Eu olho para dentro
e não sei dizer exatamente o que vejo.
Não é falta,
é excesso.
É como uma casa com todas as luzes acesas
esperando alguém que prefira a penumbra.
Dou-me inteira
porque não aprendi a amar pela metade.
E isso, às vezes, pesa.
Não por ser demais,
mas porque nem todo coração
aprendeu a segurar o que é frágil
sem apertar.
Pergunto-me o que ainda falta em mim
para que o amor fique.
Mas talvez a pergunta esteja errada.
Talvez o amor não venha
quando nos moldamos,
e sim quando nos reconhecem.
Queria estar ao seu lado
não para curar suas dores,
mas para sentar com elas
no gramado do tempo,
deixar que o vento explique
o que as palavras não alcançam.
Ser abrigo não é salvar.
É permanecer.
É dizer “fica”
sem usar a voz.
Se me despejo demais,
é porque confio.
Se espero demais,
é porque acredito.
E se ainda dói,
é porque o amor não passou em vão.
Não sei o que me falta.
Mas sei o que sou:
alguém que ama como quem oferece água
sem perguntar se o outro tem sede.
Se um dia você disser “sim”,
que seja por reconhecimento,
não por insistência.
Porque o amor verdadeiro
não pede permissão —
ele apenas encontra morada.
brunna keila.


Regando todos os dias, o mesmo jardim, o mesmo lugar
Difícil dizer, difícil de acreditar
Eu ainda espero por você, ainda espero pelo seu carinho
Meio frio, meio tarde, meio sem gosto
Mas, ainda sim, único, esse seu amor é diferente, mas com é de um jeito único...


Mas cabe a mim responder ?
Não falar nada senão
a gente parar de fugir
do que já está aqui.
Mesmo eu te amando do meu jeito disperso,
com mil pensamentos te chamando ao mesmo tempo,
com o coração falando antes da boca,
com carícias que chega atrasada ,sim adimito que as vezes me perco ,mas quando chego
mas fico até o fim.mas se deveras achar que não Sou suficiente para caber no teu amor,
não me jugues covardes...
é que a letargia me deixa atarantado em excesso de sonho,
Mas me espere se ainda puder me amar
pois meu coração nunca aprendeu a anda em linha reta:
ele dança, tropeça, volta,
te escolhe de novo
mesmo quando se perde.
E se um dia você disser “fica”,
prometo tentar chegar
mesmo distraído
mesmo bagunçado
inteiro


Talvez eu fique, talvez eu vá embora.
Minha presença, imperceptível,
pode tornar minha ausência gritante.
Pois, diante de tudo o que sinto, vejo e pronuncio,
apenas o silêncio
é capaz de sentenciar a minha partida.


Mas cabe a mim responder ?
Não falar nada senão
a gente parar de fugir
do que já está aqui.
Mesmo eu te amando do meu jeito disperso,
com mil pensamentos te chamando ao mesmo tempo,
com o coração falando antes da boca,
com carícias que chega atrasada ,sim adimito que as vezes me perco ,mas quando chego
mas fico até o fim.mas se deveras achar que não Sou suficiente para caber no teu amor,
não me jugues covardes...
é que a letargia me deixa atarantado em excesso de sonho,
Mas me espere se ainda puder me amar
pois meu coração nunca aprendeu a anda em linha reta:
ele dança, tropeça, volta,
te escolhe de novo
mesmo quando se perde.
E se um dia você disser “fica”,
prometo tentar chegar
mesmo distraído
mesmo bagunçado
inteiro


Talvez falte o que não pudemos realizar...
por falta de tempo ou por só pertencer ao sonho apesar desse também ser nosso!
Talvez faltaram aquelas palavras...
por falta da mesma diante do esplendor de tua presença!
Talvez o que quis te dar e não pude, porque não tenho...
porque eu não sou o bastante, ou tão pouco perto do que mereces!
Sei que não faltou(ou falta) paixão, desejo, dedicação, minha presença, atenção...
o próprio amor e o que mais quisesse e eu pudesse dar um jeito de conseguir!
Talvez falte todo o amor do universo...
já que tens o do mundo e és o mundo pra mim...!
*DAN GUSTAVO


"Manual Doméstico para Caber no Amor (com Margens de Erro)"
Me pergunto sempre:
o que ainda falta em mim
para caber no teu amor?
Abro essa pergunta como quem abre a geladeira
à meia-noite —
não sei o que procuro,
mas espero que algo faça sentido.
***
Aprendi que amar
não é chegar chutando a porta emocional do outro.
É bater.
Com os nós dos dedos um pouco inseguros,
ouvir o eco do próprio gesto
e fingir maturidade
enquanto o coração ensaia um discurso dramático
que ninguém pediu.
***
Às vezes a resposta vem.
Às vezes não.
E há dias em que o amor, educado,
aparece de roupão e diz:
“volte amanhã, hoje estou indisponível.”
Confesso:
acho isso rude
e, estranhamente, honesto.
***
Dentro de mim mora essa contradição feminina:
quero entrar sem invadir,
ficar sem ocupar tudo,
ser intensa com moderação —
o que, convenhamos,
é pedir para tropeçar com elegância.
***
Penso que talvez não falte nada.
Ou talvez falte exatamente
a parte de mim que ainda insiste
em ser aceita sem aprender a esperar.
O amor, esse professor sem diploma,
ensina pelo atraso,
pela pausa,
pela aula que só acontece
quando eu paro de bater na porta
e sento no chão do corredor
para ouvir quem sou
quando ninguém responde.
***
No fim, sorrio de mim mesma:
tão cheia de perguntas,
tão pouca de respostas,
mas ainda assim disposta
a bater de novo —
não por insistência,
mas porque amar, descobri,
é aceitar que nem toda porta
foi feita para abrir rápido,
e que crescer
também é saber
voltar amanhã
sem perder a ternura.


No início, achei que amar
fosse chegar antes,
abrir todas as janelas,
encher a casa de presença
como quem teme o vazio.
Havia em mim pressa,
um desejo de ser tudo
antes mesmo de ser suficiente.
***
Aprendi, aos poucos,
nos gestos mínimos do dia:
na xícara esquecida sobre a mesa,
no objeto devolvido ao lugar certo,
no silêncio respeitado após uma frase interrompida.
Amar também mora
no que não se impõe,
no passo ajustado ao ritmo do outro,
na atenção que observa
sem exigir resposta.
***
Então veio a pergunta mais funda:
até onde posso ir sem atravessar?
Percebi que o amor tem bordas,
e que ignorá-las fere.
Ele ilumina, mas também expõe;
acolhe, mas pede maturidade.
Há beleza no cuidado,
mas há dor em se conter demais,
em reduzir a própria voz
com medo de ocupar espaço.
***
Entre o impulso e a renúncia,
descobri que amar é escolher presença
sem invasão,
entrega sem perda de si.
Não é diminuir-se,
nem transbordar sem direção,
mas encontrar o ponto exato
onde dois mundos se tocam
sem se romper.
***
E hoje entendo:
não falta mais em mim um excesso,
nem um silêncio maior.
O que faltava era aprender
que o amor não precisa caber —
ele acontece
quando dois se ajustam,
inteiros,
à mesma medida.

Comentários +

Comentários7

  • Melancolia...

    Gratidão a cada alma que caminhou conosco neste Mesclado
    “O Que Ainda Falta Em Mim Para Caber No Teu Amor?”

    Cada verso partilhado foi espelho, ferida aberta e também cura.
    Vocês trouxeram palavras que sangram, que acolhem, que silenciam e que gritam —
    e, juntas, elas criaram um espaço onde o amor pôde ser questionado sem medo.

    Obrigado por se permitirem sentir, expor, desnudar o íntimo
    e transformar emoção em poesia viva.
    Que o que ainda falta em nós continue sendo busca,
    porque é nela que a arte nasce.

    Seguimos… escrevendo, sentindo e cabendo,
    nem que seja verso por verso.

  • Txio Mi

    O que falta? ??

  • MillyVitorya

    Foi uma grande experiência participar e adicionar meus versos.

    • Melancolia...

      Mais que grande participação em...
      Lindamente especial...
      Sempre bem vida em meu recinto...

      Abraços poéticos a ti...

    • Edvan Pereira

      Falta, o frio na barriga
      Amar além da conta.
      Falta, o perdão depois de uma briga.
      Falta, o abraço apertado,
      Falta, o beijo demorado,
      Falta, o calor dos seus braços.
      Falta, você do meu lado,
      Falta, dar mais amor,
      Falta dar mais carinho,
      Falta dar mais atenção
      A quem a gente ama
      Sem prescrição.
      O amor a gente não rouba
      O ele acontece
      Ou a gente conquista
      Pega a visão.

      Edvan Pereira "O Poeta"

      • Melancolia...

        Gratidão pela grande participação...
        Afinal, seria isso mesmo o que falta...

        Abraços...

        • Edvan Pereira

          Eu que agradeço pelo convite, um forte abraço!

        • Mara

          Pergunto ao espelho o que falta em mim para caber nesse seu espaço tão vasto.
          É ser oceano,ou ser apenas um Jardim
          Falta me a leveza do desapego
          Deixar de ser ruído para ser sossego
          Diminui o volume do meu eu imperfeito para que teu silêncio se acomode no peito
          Falta me a coragem de ser folha ao vento
          De querer controlar o tempo
          Teu amor é Horizonte aberto
          O que falta em mim, pergunto a brisa que passa
          Fico com as marcas de quem se moldou em vão
          Fico a pensar entre o ontem e o agora
          O que em mim faltou para você não ir embora...


          • Melancolia...

            Nossa, mais que lindo e sensível poema.
            Senti a dor de cada palavra.

            Senti sua falta, mais bom que apareceu com esse belo poema.

            Abraços.

            • Mara

              Querido poeta fiquei triste em não conseguir participar. Mas muitooo feliz por lembrar de mim. Obrigadaaa

              • Melancolia...

                Satisfação em te receber aqui.
                Obrigado.;
                Abraços;

              • Feiticeira

                Lindo Melancolia.
                Amor é tudo aquilo que fazemos para o outro de coração e alma, sem esperar nada em troca. E se doar todos os dias em gestos simples, em lembrar da pessoa com carinho e o sentimento bom em doar e fazer sempre só para ver um sorriso.

                • Melancolia...

                  Grande participação essa sua...
                  Senti verdades no que dizes.
                  Gratidão por esse brilhante sentimento que é o amor....

                  Abraços poéticos a ti.

                • Feiticeira



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