Entre os braços do vazio
Ema Machado
Em casa, o vazio me abraça
Por entre o vão da cortina a noite nos espia
Nuvens escondem tua face que se afasta
Não sou mais o sol de ontem, agora observo a noite a engolir os dias
Distâncias se mostram em qualquer esquina
Nada que eu faça, diminui a saudade
Em cada encruzilhada riem de minha sina
Às ciladas do tempo nos tornaram metades
Somo agora apenas idade, em breve serei novamente menina…
Na casa, o vazio me abraça, porém, não sacia
Conta-me histórias que ninguém irá ler
Escrevo palavras estranhas, despidas de energia
Lá fora a noite obscura, entrega estrelas
Enquanto engole o dia…
O vazio da noite, não se disfarça
Não há sonhos ou estrelas, somente frio
A casa é abrigo, o vazio nos abraça
A vida tem pressa, é rio
Tua face se perde, torna-se nuance nas letras minhas…
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Autor:
Ema Machado (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de janeiro de 2026 22:30
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 12
- Usuários favoritos deste poema: Ernane Bernardo

Offline)
Comentários2
Excelente! Retrata a solidão e a saudade vividas no silêncio da casa e da noite, onde o vazio se torna companhia. A escrita surge como forma de lidar com a ausência e preservar a memória do outro, mesmo diante do tempo que passa e transforma tudo.
Seja bem-vinda! E obrigada por sua leitura e precioso comentário!
Bom dia! poetisa Ema Machado, a solidão muitas vezes é uma caixinha de surpresas, onde relatamos o tempo que passa ou que passou, enquanto a noite é a única compamheira onde podemos contar velhas histórias num passado presente. Ema, como sempre sua escrita é algo a nos refletir, Parabéns. Abraços poéticos.
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