NÃO QUERO MUDAR-ME
Estou a vender a minha casa!
Mesmo agora que o telhado
Do outro lado da rua
Tem como enfeite folhas de duas palmeiras,
Que daqui percebo – despontam-se e crescem.
Surpreso me ponho!!
O tempo cresce aquelas palmas,
O tempo decresce o meu tempo.
Aquele telhado doutro lado da rua, já me é querido
Justamente quando a vender a minha casa,
E a nossa comunhão, nosso diálogo
Transferidos serão para outra paisagem.
Encontrarei, ali, outro telhado em sua memória?
Pressinto – não me quero mudar...
O sossego e a placidez daquele telhado que antes me intimidavam
Trazem-me agora tranquilidade e transcendência.
Ele não me atinge mais com
solidão,
Vejo nele símbolos e sinto ímpetos
De tranquilidade e paz.
Tangará da Serra, 01/12/2025
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Autor:
Maximiliano Skol (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de dezembro de 2025 01:10
- Comentário do autor sobre o poema: Poema em contraponto ao poema VOU ME MUDAR de 03/12/2023.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Nelson de Medeiros, Arthur Santos, Maximiliano Skol

Offline)
Comentários3
Ave, Mestre! O bardo te saúda e te manda cinco ***** pelo, excelente, como sempre, poema. 1 ab
Saudades, meu prezado Nelson da tua presença e dos teus sonetos. Há muito estou afastado do MLP. Faltam-me motivações.
Gratidão pelo carinhoso comentário.e por favoritar o poema
Afetuoso abraço.
O poeta fala consigo próprio sobre a vida.
Belo poema.
Olá, prezado Arthur, gratidão pela sua visita e por favoritar o poema.
Um forte abraço
Gosto da sua poesia poeta Maximiliano.
Irei continuar a ler.
Abraço.
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