NÃO ME QUERO MUDAR

Maximiliano Skol

        NÃO QUERO MUDAR-ME

Estou a vender a minha casa!
Mesmo agora que o telhado
Do outro lado da rua
Tem como enfeite folhas de duas palmeiras,
Que daqui percebo – despontam-se e crescem.
Surpreso me ponho!!
O tempo cresce aquelas palmas,
O tempo decresce o meu tempo.
Aquele telhado doutro lado da rua, já me é querido
Justamente quando a vender a minha casa,
E a nossa comunhão, nosso diálogo
Transferidos serão para outra paisagem.
Encontrarei, ali, outro telhado em sua memória?
Pressinto – não me quero mudar...
O sossego e a placidez daquele  telhado que antes me intimidavam
Trazem-me agora tranquilidade e transcendência.
Ele não me atinge mais com
solidão,
Vejo nele símbolos e sinto ímpetos
De tranquilidade e paz.

Tangará da Serra, 01/12/2025

 

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Comentários +

Comentários3

  • Nelson de Medeiros

    Ave, Mestre! O bardo te saúda e te manda cinco ***** pelo, excelente, como sempre, poema. 1 ab

  • Maximiliano Skol

    Saudades, meu prezado Nelson da tua presença e dos teus sonetos. Há muito estou afastado do MLP. Faltam-me motivações.
    Gratidão pelo carinhoso comentário.e por favoritar o poema
    Afetuoso abraço.

  • Arthur Santos

    O poeta fala consigo próprio sobre a vida.
    Belo poema.

    • Maximiliano Skol

      Olá, prezado Arthur, gratidão pela sua visita e por favoritar o poema.
      Um forte abraço

      • Arthur Santos

        Gosto da sua poesia poeta Maximiliano.
        Irei continuar a ler.
        Abraço.



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