Carlos Lucena

EPÍLOGO DA LIBERDADE

EPÍLOGO DA LIBERDADE

Não vejo a hora de beijar Maria
E abraçar João
Queria apertar a mão de Tereza
E acariciar os cabelos Ana.
Não vejo a hora de sentar
Com José no banco da praça
E sentir os mosquitos picar minhas pernas
Enquanto o frio envolve meus braços.
Não vejo a hora de ouvir
As histórias absurdas de Raimundo
A contar as mentiras do mundo.
Não vejo a hora de gargalhar
Pois o riso ficou preso
Ficou confinado
E as bocas e os olhos
Se fecharam em suas cadeias e em suas celas.
Não vejo a hora de ouvir gritos
Em vez de sussuros apertados em clausuras domésticas.
Não vejo o instante de enloquecer diante de um copo de cerveja e ouvir uma música
Me enquadrando na liberdade que nunca mais senti!

Comentários4

  • Edla Marinho

    Boa noite, poeta.
    Não só tu, acho que todos nós.
    Vamos ter fé.
    Meu abraço.

  • Maria dorta

    Bravo! O eu lírico ajuda a sobreviver e quebrar correntes do nao- viver!

  • Nogueira_greg

    não senti tanto o fardo do isolamento, só pode significar duas coisas, ou eu já estava muito antes desconectado ou eu jamais me desconectei kkkkk. Bela poesia, parabéns

  • Cecilia

    Carlos, Extraordináriamente feliz e oportuno seu lindo poema! Abraço



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