nu em pelo e ciclicamente extasiado
estendido, o horizonte espiava a Lua
deixando seu legítimo quarto celestial
ora com abdômen definido, “trincada”
ora barrigudinha, pouco lhe importava
era lânguida, de esférica sensualidade
e se havia ali timidez, ela não lhe cabia
o que se via eram umas crateras vazias
entranhas em que o Sol não adentrava
em seu amor platônico e desmesurável
contorcia-lhe o desencontro tão eterno
e encolerizava-se em raios descomunais
mas tamanho era documento amarelado
de nada lhe servia para tê-la, a energia
então acabava indo ter com o horizonte
e no ocaso lá se punha, absorto, sob ele
e ela passava pensativa por toda a noite
refletindo, refletindo... E ainda passa!
-- esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 20/08/25 –
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Autor:
Antonio Luiz (
Offline)
- Publicado: 20 de agosto de 2025 14:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Ema Machado
Comentários3
Sol, Lua e horizonte como personagens de um triângulo amoroso, com pitadas de ironia e certa melancolia.
Um texto cheio de poesia!
Excelente dia, poeta!
Caro poeta Shmuel,
Grato pela gentileza da leitura e pelo comentário!
Tenha um excelente dia, também!
Um abraço.
Cara poeta Ema,
Muito obrigado pela gentileza da visita e por favoritar o poema!
Um abraço.
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