Chico Lino

A PESTE EM MACONDO

A PESTE EM MACONDO
Chico Lino

- A Lauro Antonio Puppin

Vejam ilustres estrangeiros
Em que tornou-se
O país dos brasileiros

Não é fantástico
Concorremos ao Nobel
De pior realidade

Constatam agora
A perspicácia insana
Nunca pareceu lucidez

Anestésica insônia

Queima nossos olhos
A golpes de vista
E quer tudo relegado
Ao esquecimento

Tenham cuidado
Com o que aspiram
Pois um desejo ardente
É materializável

Sonhando acordado
Sobre a folha de papel
Torno em realidade
Tontos sonhos

Proponhamos
A não rotulação
A não convenção

"O que é um nome?"

Esquecer o poste
A viga, a mestra
A dor, o pecado
A pena e a lei
O perdão
A culpa impingida

Vencidos venenos
Se usados
Matam mais
Ou matam menos?

Nada...

Em Macondo
Não há tempo
Nem memória
Só o esquecimento
Nos une

Comentários1

  • Nelson de Medeiros

    De fato; Se Gabriel Garcia Marques tivesse escrito sua obra na solidão dos dias de hoje, certamente Macondo seria Brasilcondo.

    1 ab

    • Chico Lino

      Kkkk... foi pensando assim, que, com a licença do bardo, me ensinuei nessa coautoria... vou ver se diferente do meu falecido amigo, ele me envia algum sinal... kkkk
      Valeu, Poeta..



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