TRANSPARÊNCIA
Chico Lino
Aí,
Um elefante
Com asas
De transparência libelular
Pousou feito borboleta
Na flor da minha cabeça
Chupou feito amendoins
Meus miolos
Hoje, é elefante
Só. Tá no chão
Eu, sem miolos
Vivo no ar
Com asas
De transparência
Libelular
- In Poético ou Patético, 1980
-
Autor:
Chico Lino (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 7 de julho de 2020 00:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 58
Comentários4
Poesia de uma leveza e criatividade que dá gosto de ler... Uma beleza!
Abraço
Obrigado, Hébron... São das vezes que conseguimos deixar de ser telúrico, um pouco... kkkk...
* ficou boa sua foto de perfil... Forte abraço, irmão...
Chico Lino, o das asas libelulares, me faz gostar de tudo quanto escreve, mesmo quando não é tão transparente assim. Adorei este último.
Caríssima, Cecília, disse no comentário do seu PÁGINA 49, sobre não chorar o poema deleta; isso aconteceu comigo. Não foram salvos alguns esboços, quando o computador foi para a revisão. Resgatei quase todos, mas de alguns, tenho somente a ideia. Sobre um poema deletado, é um deles. Ironia.
Forte abraço...
Massa, Chico.
Quão lacônica, Poetisa... uso e gosto muito da expressão; massa, seu comentário...
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