Uma neblina bem no alto da montanha põe-se
à porta. Durante todo o inverno espero
algo e não vem ninguém. Os pinheiros
ao vento ressoam em silêncio gentil.
Escurecidos exclamam a saudade de outrora,
achada na felicidade atual de alguém
que já se pôs sorrindo atrás da porta...
Casas decaídas, enfileiradas, uma esquina.
Ando com passos preguiçosos, ouço o piano da
chuva que cai. A chuva reflete reflexiva na poça
d'água. Entre muitos pensamentos e nenhum.
O mundo parece acontecer bem devagar. Meu corpo
é muito pesado; continuo no declínio a passos fracos.
Murchei no inverno e a primavera envelheceu sozinha.
- Autor: Hyun (em coreano significa: iluminado) (Pseudónimo ( Online)
- Publicado: 6 de novembro de 2023 18:34
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 20
- Usuários favoritos deste poema: Antonio Luiz
Comentários2
Querida poeta e amiga Letícia,
Ficou encantador o teu soneto!
De fato, "o mundo parece acontecer bem devagar" quando a gente te lê e percebe a fluidez e precisão com que as palavras são dispostas em teus textos! Parabéns!
Um abraço.
SERGIO NEVES - ...minha querida Letícia...,...estás muito da "profícua"! ...li todos esses últimos escritos que tu aqui derramaste...,... como sempre, um extasio poético/literário! ...mas, volto depois para "comentar" um a um, como a tua escrita merece... /// Carinhos sempre, quase lusitana menina.
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