Samuel Castro

Lacrimejante


Lamentável é olhar e não ver
Como o sol distante emerge
Sem plateia que o exalte,
Sem louvor que reconheça
O majestoso alvorecer


Chega o entardecer, mudez das falas
Tão distante a paz, que enobreça este amor!
Ainda há alegria, na mensagem dos olhos?
Que decodificam a perene dor?
Na chegada da poderosa lua, que nos cala


Mantenho-me entorpecida,
e em sonho busco desenfreada
a paz que se fez distante,
consumida de incessante dor.


Um sonho acordado de pensamento em gritos
Já é madrugada e sigo ainda viva, insone
Na reflexão sobre essa estupidez que nos consome
Desprezam-se a luz, imolam-se mais cristos
Ainda busco a paz, a alegria... calar a dor



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