Adriele Bernardi

Casa amarela


Aviso de ausência de Adriele Bernardi
NO

Casa onde Van Gogh morou, junto com Paul Gauguin

 

Casa amarela

 

Dias longos, noites frias, que acolhedoras, colhem frutos e sementes.

Luzes, velas, sonhos escondidos entre os quadros aquarela.

Quão grande foste os sorrisos derramados entre o batentes

E pelos cantos cantavam-se prosas dentro da casa amarela.

 

 

Dias sombrios, noites amargas, que fétidas, entorpecem o pudor.

Tempestades, prantos, gritos sofridos debaixo das telhas entre eles e ela

Quão grande foste as angústias sufocadas e enterradas em cada dor

E em cada cômodo vazio, um suspiro e uma lágrima na casa amarela.

 

 

Dias cinzas, noites sem cor, que ingênuos calam as vozes.

Repetições, rotinas, manias marcadas no calendário de primavera

Enquanto, desabrocham triunfantes suas flores de botões nobres

A vida não faz sentido dentro de uma comum casa amarela.

 

 

Dias ensolarados, noites estreladas, que lívidas, acalmam o coração

Risos, encantos, saudações ao Sol e as estrelas que moram na janela.

Havia luz e vida entre as portas, assim como lá fora havia verão

Todas as estações de uma história são abrigadas pela casa amarela.

 

Comentários4

  • Vilk Andrade

    Muito boa poesia!
    Quantas lembranças nos trazem uma casa, boas e ruins.
    Quando existe a rotina e repetição na vida. É o início do fim dela.

    • Adriele Bernardi

      Sua interpretação foi encantadora. Muito obrigada Vilk! 🙂

    • Nelson de Medeiros

      Penso, lendo seu poema, um casarão estilo barroco onde se desenvolveram grandes dramas e alegrias de seus personagens/moradores.

      Assim intrpretei.
      1 ab

      • Adriele Bernardi

        Amei sua interpretação! haha É bom imaginar que em um lugar tão grandioso ainda guarda tristeza e apatia, assim como alegrias. Muito obrigada! 🙂

      • Joaquim Gomes Alves

        Magnifico, a recordação nos traz momentos mágicos, outrora vividos.

        • Adriele Bernardi

          Muito obrigada pelo comentário 🙂

        • Leonardo Ribeiro

          Tão natural e profundo quanto a luz que reflete em teus cabelos, em sua fotografia. Momentos no qual uma casa abriga seja noite ou dia, todos os dias, em nosso dia a dia... em qualquer lugar onde esteja presente a nossa vida.

          • Adriele Bernardi

            Frisou muito bem Leo. Fico feliz que este poema tenha lhe dado esse insight. Muito obrigada pelo comentário 🙂

            • Leonardo Ribeiro

              O prazer sempre será meu!!



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