Zaira Belintani

A RUA DA MINHA INFÂNCIA

 

Eu me vejo a correr pelas vielas

Ensolaradas e plenas de vida

Da minha infância inocente, bela

Onde a brincar passava distraída

 

Tão distraída que nem percebia

O doce encanto da felicidade 

Em turbilhões o sonho, a fantasia

Pintando as cenas da realidade

 

Hoje percebo o quanto foi breve

A ternura da poesia, a alma nua

Em cirandas e folguedos sem fim

 

Mas a saudade que me bate é leve

Pois se um dia eu vivi naquela rua

Agora aquela rua vive em mim.

 

  • Autor: Zaira Belintani (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de Dezembro de 2021 00:16
  • Categoria: Infantil
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Comentários3

  • Anny

    Lindo o fechamento de seu poema" Pois se um dia eu vivi naquela rua/Agora aquela rua vive em mim". É bom quando as coisas boas fazem morada em nossa memória, podemos ir lá e ficar um pouco, saboreando os momentos. Feliz domingo, cheio de inspiração!

    • Zaira Belintani

      Verdade, Anny. Podemos viajar pelas memórias, pois uma vez vividos, os momentos continuarão a fazer parte de nossa vida. Podemos também deixar de lado os momentos ruins que passamos. A vida é muito breve...
      Gratidão por seu comentário!
      Abraço e um Ano Novo repleto de realizações!

    • Barbara Guimaraes

      Muito lindo! Parabéns!

      • Zaira Belintani

        Gratidão, Bárbara!
        Desejo-lhe um Ano Novo pleno de saúde, paz e muitasl alegrias!

      • DAN GUSTAVO

        Aurora de nossas vidas... a infância querida! De Casimiro a Ataulfo Alves, um tema que não pode escapulir... ou 'soltar da mão' da poesia! Parabéns linda Zaira! Um ótimo domingo, querida!



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