Helio Valim

Rei desnudo

 

O rei, mesmo despido,

desprovido de sua moral,

mantém o povo aturdido,

como se tudo fosse normal!

 

Abdicar da real vestimenta

denota populismo nos atos

que, cinicamente, inventa

com seu desprezo aos fatos.

 

Em algum reino desta Terra,

onde o rei desnudo é o tal,

inventou-se o pânico moral!

 

Assim, despista-se, de fato,

que o rei se orgulha de estar nu,

pois, vassalos o veem como guru!

Comentários6

  • Maximiliano Skol

    Necessitamos de um pânico moral mais acentuado, meu querido Valim. Nossa civilização ocidental hebraica -cristã necessita de reparos, mesmo que advindo de um rei sem coroa. Se a verdade sair da boca de Satanás, ela continuará indestrutível..
    Não sei me confundi com a sua mensagem.
    Gostei de você pela Cláudia Casagrande,
    Desculpe- me o mau jeito.
    Que me aceite com um forte abraço.

    • Helio Valim

      Olá, Maximiliano,
      Creio que o “pânico moral” construído sobre inverdades, não contribui para manter ou reparar a civilização ocidental hebraica-cristã. Se esse rei distorce fatos para ressaltar a sua falsa moral, ele está nu. Infelizmente alguns não percebem e acreditam em seu discurso moralista, que está distante da sua prática. Cuidado! Satanás é ardiloso.
      Foi essa a mensagem que tentei passar neste soneto.
      Gosto muito dos seus comentários, fique à vontade para fazê-los.
      Um grande abraço.

    • Shmuel

      Complicado viver neste reino, querido Hélio Valim.
      Este rei mesmo vestido, causa um certo desconforto.
      Abraços,

      • Helio Valim

        Olá, Shnuel.
        Concordo o "desconforto" é grande.
        Um abraço

      • Ema Machado

        Em terra de cego, quem tem olho é rei... (desculpe a ousadia, rs) Bom demais teu soneto!

        • Helio Valim

          Olá, Ema.
          Obrigado pelo comentário. As vezes é apenas "caolho", rs...
          Um abraço

        • Jucklin Celestino Filho

          Não me surpreede, o talento do pessoal do Meu Lado Poético. Cada vez nos brinda com excelentes poemas.
          Hélio Valim, mais uma obra fantástica sua.O soneto diz tudo desse rei tosco, desconexo e idiotizado, que está nu e " um bando de vassalos o veem como guru!".
          Parabéns, meu amigo!
          Forte abraço!

          • Helio Valim

            Olá, Jucklin .
            Obrigado pelo generoso elogio ao soneto.
            "rei tosco, desconexo e idiotizado" concordo!
            Um grande abraço, meu amigo

          • Maria dorta

            Feliz criação,em ideia certeira. Esse rei sempre estara' nu pois só diz asneira,só tem seguidores descerebrados ,capachos ou recebendo propinas oriundos dos nossos impostos. Ótimo poema.Chapeu!

            • Helio Valim

              Olá, Maria Dorta.
              Obrigado por ler e comentar.
              Concordo com o comentário certeiro: "Esse rei sempre estará nu".
              Um abraço, minha amiga

            • Elfrans Silva

              Na categoria sóciopolitica me parece não haver espaço para religião, embora na vida real, religiosos estejam cada vez mais envolvidos na política de seus países. Se o poder emana do povo, o povo é responsável por mais uma vez nomear um rei desnudo ou que gosta de se desnudar. O guru pode até influenciar o rei, mas não deveria influenciar os súditos, uma vez que é deste que emana todo o poder. Quem sabe a lei da semeadura (já que entramos na área das forças ocultas e decisões supostamente espirituais que estejam orientando nossos líderes governamentais), essa lei da semeadura pode estar nos trazendo a colheita agora de quando à quase 2000 anos atrás, em que um Rei, literalmente, foi desnudado pelos seus, à quem ele queria o bem, tirado suas vestes sobre as quais lançaram sorte?!!? Esse meu comentário é apenas para questionar, se realmente o povo tem a Voz de Deus?!!
              Ou se nossos destinos devem ser pautados na vontade da maioria? Ou se a minoria bate o pé por que o "seu rei" não foi o escolhido? O problema pode estar no "guru" e não no rei. Mas esse guru pode sim, ser um conjunto. Como diz o provérbio: um reino dividido não pode subsistir. Quanto ao poema, um teor interessante e passível de bons comentários. Bem, digamos, democrático.
              Abraços à todos.

              • Helio Valim

                Olá, Elfrans.
                Obrigado pelo comentário repleto de considerações e indagações.
                Creio que um dos objetivos da crônica poética é permitir o surgimento de reflexões sobre a realidade retratada. Parece que esse foi o efeito deste soneto: "Quanto ao poema, um teor interessante e passível de bons comentários. Bem, digamos, democrático".
                Um grande abraço



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