Kermerson Dias

Vitrais

 

Meus cacos reluzem em vitrais,

ainda que em cacos.

Em passos sem medo,

caminhos sob pés descalços.

 

O que me cortou?

Já não dói.

Cicatrizes findadas

num tempo vago.

 

Já habito num eu

que outrora não vivi.

Desconheceu?

 

Neste espelho não sou eu.

Versão de mim que se foi

em voltas ao sol.

 

Meu mundo interno.

Meu mundo inteiro.

Dissabores fez cores

Meus pedaços, num vitral.

Me fiz vital.

Comentários3

  • Helio Valim

    Parabéns Kermerson. Belo poema reflexivo. Muito fluido. Um grande abraço.

  • NeivaDirceu

    Parabéns, poeta, belos versos....

  • Cecilia

    Gostei, Kermerson., de sua escrita correta, harmoniosa, gostosa de ler.
    E também do desenvolvimento . Uma transformação positiva, contada com elegância. Parabens.



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