Romárico Selva

Tristeza

O dia hoje amanheceu tristonho

O céu coberto por um véu cinzento

A natureza pálida, emurchecida

Traz no semblante impresso o desalento.

 

Vagueiam célebres pelo firmamento

Pesadas nuvens prestes a cair

Regando a terra ,lágrimas celestes,

Que perpetuam o seu constante haurir.

 

Também, as vezes, a tormenta atinge

A nossa alma, destruindo sonhos

Que o passado viu desabrochar

 

Mas ao contrário da terra que floresce

Após um longo e tenebroso inverno,

Eles se vão, pra nunca mais voltar.

Comentários2

  • Shmuel

    Muito lindo está poesia, Romarico, que primor de texto.
    Favoritei

    • Romárico Selva

      Que joiaaaa. Obrigado, mais uma vez, Shimul.

    • Maria dorta

      É preciso ir embora o inverno para s primavera dar lugar! É continuar..

      • Romárico Selva

        Isso mesmo. Obrigado pelo comentario, poetisa



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