Romárico Selva

Eu.



Mas que horrível homem!

Foi o que suspirei quando o vi.

Cercados de vermes que o comem

Permanecia imóvel como um zumbi.

 

Ficou assim pouco tempo

Levantou e logo saiu

Seu passo era leve como vento

Sua presença ignóbil e vil.

 

De repente então parou

Com um gesto simples se virou

Levantou a fronte e se ergueu

 

Virou novamente e contimuou

Em minha vida marcas não deixou

Pois percebi que ele era apenas eu.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.