Aviso de ausência de Adriele Bernardi
NO
NO
Soneto da morte
Assim como Dante Alighieri buscava por Beatriz no inferno,
Encontro-te somente em meu mais profano paraíso.
Pois aonde adormece o ímpio no recanto superno
É o abrigo de quem desperta de um devaneio impreciso.
Assim como Giacomo lamentava em linhas tortuosas,
Entoo, lúcido em meu cansaço, a melodia da morte.
Pois a vida é tirana e rege-nos com fogueiras ansiosas,
rasgando as feridas, já massacradas por seu corte.
Encontrarei, doce musa, teu olhar a me salvar deste limbo
Apenas enquanto sufoco no absínto amargo de sobreviver,
Absorvendo seu encanto que com o tempo vai sucumbindo...
Até, enfim, desaparecer...
E desaparecendo foi, que me perdi...
E... em teus braços... adormeci.
- Autor: A.M.B (Pseudónimo ( Offline)
- Publicado: 15 de abril de 2020 22:06
- Comentário do autor sobre o poema: Um insight de inspiração baseado nos poetas mestres italianos, Giacomo Leopardi e Dante Alighieri.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 33
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Gomes
Comentários1
Belo soneto! Faz jus ao estilo clássico, não só a forma, claro, mas o tema. Encantamento, assombro e ultra-romantismo. Uma verdadeira declaração de amor à Musa Morte.
Uau! Q baita elogio. Muito obrigada! É uma honra:)
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