Avelino

Sem Você

 

 

O dia choveu o verão,

O sol mesmo, atrás da noite.

O tempo, parado,

não quis sair do lugar.

Foi noite dia inteiro.

Noite era asas de borboletas,

chovendo na frente da luz.

Passarim que cantou,

foi de madrugada.

O latido mordia o cão,

solto na prisão.

Tempo me olhou,

passou e nem me viu.

Eu olhei para o lado,

e não te vi.

Aí, vi que o só,

estava comigo.

O pensar então existiu,

Pensou que vivi.

 

 

Comentários3

  • lucita

    Gostei muito do que compartilhaste, poeta.
    Profundos versos...

  • Maria dorta

    Inusitadas figuras de linguagem revelam a criatividade do poeta. Bom!

  • Hébron

    Belíssima poesia!
    O uso inusitado das palavras, os paradoxos, fizeram do poema um enigma que prende, encanta e traz reflexões sem os limites do possível...
    Muito bom, amigo poeta!
    Abraço



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