A Vós

Tiago Pinheiro

Não há um osso que não mente
No meu corpo. Tal como o digo,
Meu malvado coração não o sente.
Lutando, embora fraco, não o sigo,

Mas este sempre encontra
Algo que ou despreza ou devora,
Ou recebe ou mata, ou odeia ou adora.
Eterno transeunte, a favor do contra.

Oh que cobardia! Sem admitir culpa
Ou derrota, assim, escravo da emoção.
Pois aquilo que, teimoso, cobiça o coração,
A minha mente, liniente, sempre desculpa.

  • Autor: Tiago Manuel (Pseudónimo (Online Online)
  • Publicado: 8 de novembro de 2026 11:21
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Pacificador


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