O ar. Rarefeito.
Tranquei a garganta logo na primeira
garfada:
um garoto de vidro, esculpido
em mármore e corte, rasgou
o meu esôfago.
Eu ainda tossia o estilhaço do osso
quando o segundo surgiu no salão.
O absurdo.
Um despropósito de olhos de porcelana
que me arrancou o fôlego e me deixou —
digamos: vazia.
Bonitos demais. Cruéis demais
para serem reais.
Saí. Sem o jantar,
sem o ar, sem o chão.
A pele queimando,
o suor frio colando o vestido,
meu naufrágio—empedrada—
pelo tsunami de patetas perfeitos
que antecedeu, de forma insuportável,
o prato principal.
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Autor:
Becca (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 14:46
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 12
- Usuários favoritos deste poema: Rebecca, Ayalah Verônica Berg, Morlock, Pacificador, Um bardo, BellaSelva, Michel F.M.

Offline)
Comentários1
Oi Becca, vou te pegar pra festa da Bella, o barata disse que tu vai comigo, mas esqueceu de dar teu telefone, vou passar em Porto Alegre tipo 19:30h. A casa dos meus pais é ao lado da Bella. Pede meu fone pra ele e me liga, se não quiser dormir no barata, na minha casa tem quarto de hóspedes.
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