Toda a poesia

Paulo Silva

 

Ela é um tomo dramático! 
Dos magos das palavras que aflitos contemplam 
A deusa mor de seus desejos 
Esbravejando versos para um mundo imutável.

És o amor no dia de fúria 
A cama violada por corpos famintos 
Matando o desejo de sangue e fluidos 
Na certeza de seu prazer voraz 
Com afinco de sua vaidade. 

É toda a palavra que se cala 
Nenhum profeta ousa proferir 
Prefere assim desmembrar o arauto 
Desempregado e satisfeito 
Dá - se em poucas linhas 
Teu feito mais grandioso.

Faz de augúrios seus astros regentes 
Guiando - se pelo céu negro 
Perdido nas águas da vida 
Que tão odiosa e tão querida 
Torna homem aquilo que era só versos.

Trás à tona tua maior incerteza 
Em pequenas mágoas e beleza 
Uma rima que se repete e morre 
Acabando com o poeta 
Para que assim seja completa 
O teu louvor e tua meta.

  • Autor: Paulo Silva (Online Online)
  • Publicado: 7 de novembro de 2026 07:20
  • Comentário do autor sobre o poema: Este era um poema de amor, mas está mais para amargurado. Quem puder seguir no Instagram @diario.informal4477
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 0


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