Ela é um tomo dramático!
Dos magos das palavras que aflitos contemplam
A deusa mor de seus desejos
Esbravejando versos para um mundo imutável.
És o amor no dia de fúria
A cama violada por corpos famintos
Matando o desejo de sangue e fluidos
Na certeza de seu prazer voraz
Com afinco de sua vaidade.
É toda a palavra que se cala
Nenhum profeta ousa proferir
Prefere assim desmembrar o arauto
Desempregado e satisfeito
Dá - se em poucas linhas
Teu feito mais grandioso.
Faz de augúrios seus astros regentes
Guiando - se pelo céu negro
Perdido nas águas da vida
Que tão odiosa e tão querida
Torna homem aquilo que era só versos.
Trás à tona tua maior incerteza
Em pequenas mágoas e beleza
Uma rima que se repete e morre
Acabando com o poeta
Para que assim seja completa
O teu louvor e tua meta.