Mandioca esticada. Torcida
na palha crua do tipiti.
Espremo a raiz: amarga, metálica.
Escorre o que chamo de caldo de louco.
Cólicas de riso. Sede.
Enquanto o tolo se compraz,
eu salto do erro —
do acaso,
da carícia de sorte que julgaram ter.
Engoli o iodo.
Mastigo a própria diversão.
A prensa gira: mandioca na carne.
Quanto mais aperto,
mais a baba densa escorre
transbordando pelos cantos do meu riso.
Uma noite de farsa trágica,
entre abobrinhas de carne
e engrenagens cegas.
Meu corpo?
Uma crosta de sangue seco
que o bobeira lambe...
e esquece.
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Autor:
Becca (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de novembro de 2026 19:04
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 9
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Ayalah Verônica Berg, Rebecca, BellaSelva

Offline)
Comentários1
Preciso tomar cuidado com quem se delicia em prensar uma mandioca rsrsrs.
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