Não se espante se o vento,
Com um barulho bem lento,
À sua porta bater
Narrando uma história,
Bem guardada na memória,
Escute-o! Você vai ver
Que ele chora de saudade
Da brisa que, na verdade,
Passou e não vai voltar!
Do tempo que foi perdido,
De um amor esquecido,
Que ele insiste em contar.
Deixe-o chorar baixinho,
E, depois, seguir caminho,
Tendo leve o coração.
Se ele encontrar a brisa
Que a areia do mar alisa,
Aí, sim!... Será canção...
( Maria do Socorro Domingos )
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Autor:
Maria do Socorro Domingos (
Offline) - Publicado: 6 de novembro de 2026 06:52
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários2
Bom dia menina.
Parabéns ficou um mimo. Depois de tantas coisas malucas que li por ai.
O seu dito foi para mim igual um oásis no deserto.
Abraços.
Apegaua
O vento como alguém que traz histórias antigas, saudades que precisam ser ouvidas... e depois, leve, segue seu caminho. Que sabedoria bonita: deixar passar, sem segurar, com coração leve. Porque o que é nosso, nos encontra de novo - e aí, o que era lágrimas, vira canção. E que comentário tocante, né? "Igual um Oásis no deserto" é exatamente isso que a poesia faz: refrescar a alma onde tudo parece seco. Que beleza!
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