Restou a espuma fria nas taças.
Ele partiu entre os cães.
No céu, uma flor verde
iluminou o silêncio.
Tudo cansa com ruídos.
A lua corta de esguelha
o rosto de quem guarda
amor demais na boca—
e não diz.
Dançam na cozinha.
Sorriem nos jardins.
Eu já não suporto
o brilho morno das festas.
E ainda assim
eu sei que é tarde.
Sorrio. O tempo não volta.
Pela manhã, agitação,
provações...
o vidro quebra o silêncio,
e todos nós, sem adornos,
somos refletidos com precisão.
O Silêncio não nos Veste
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de novembro de 2026 05:41
- Comentário do autor sobre o poema: "A ferida eterna da consciência não fecha com outra pele. Só muda o veneno." –Verônica Berg
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Michel F.M., BellaSelva, Morlock

Offline)
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