Restou a espuma fria nas taças.
Ele partiu entre os cães.
No céu, uma flor verde
iluminou o silêncio.
Tudo cansa com ruídos.
A lua corta de esguelha
o rosto de quem guarda
amor demais na boca—
e não diz.
Dançam na cozinha.
Sorriem nos jardins.
Eu já não suporto
o brilho morno das festas.
E ainda assim
eu sei que é tarde.
Sorrio. O tempo não volta.
Pela manhã, agitação,
provações...
o vidro quebra o silêncio,
e todos nós, sem adornos,
somos refletidos com precisão.
O Silêncio não nos Veste
de Ayalah Verônica Berg