Teus olhos me molham
de longe, eles choram
e coram em tom pardo;
esmiuçados. E tinham algo
a mais: mais e mais e mais
versos. Poemas sem fim.
Olhos de métrica
decassílaba.
Olhos de sonetos
de Bilac.
Olhos traidores
como Capitu — ou não,
mas tão bonitos quanto
tu. E tão distantes, e tão
abstratos! Esses olhos
axiomáticos. Esses olhos,
esse olhar: lua preta
sobre céu branco
explodirá em mil cantos
que ainda hão de me cegar.
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Autor:
Da Silva Guilherme (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de novembro de 2026 23:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
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