As pálpebras pesam, o mundo se desfaz, E a gravidade perde o seu poder. Um sopro leve traz a mais pura paz: O corpo começa, enfim, a florescer.
Sem asas de penas, sem ferro ou motor, Apenas o impulso de um doce querer, Desprende-se a alma do chão e da dor, E o teto do quarto se põe a ceder.
No azul profundo, o vento é um abraço, Um rio invisível que guia o voar. Desenho silhuetas no vasto espaço, Contemplo de cima a terra a rodar.
As nuvens de algodão deslizam na pele, O mar vira espelho de luz e fulgor. Não há tempestade que o voo cancele, Pois tudo se acalma no sonho e no amor.
E quando a manhã vem romper o encanto, E o sol de fininho invade o lugar, Fica no peito, em forma de canto, A doce certeza de ainda voar.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 5 de novembro de 2026 23:29
- Categoria: Não classificado
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- Usuários favoritos deste poema: Um bardo

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