Manual de Indiferença

PoetadeMarte

Não sejas irónico,
ninguém mendigou pela tua presença.
Gosto da companhia do silêncio,
mas nem todo dia é católico.

Despe-te da tua falsa modéstia,
porque eu tenho amor-próprio.
Não dou coração ao sódio,
causa hipertensão.

Não tenho tempo para te dar ódio,
nem paciência para alimentar intrigas.
Se a tua ausência me traz paz,
não vejo motivos para insistir na tua companhia.

Não confundas educação com carência,
nem o meu silêncio com submissão.
Aprendi que preservar a minha paz
também é uma forma de dizer não.

  • Autor: PoetadeMarte (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de novembro de 2026 12:55
  • Comentário do autor sobre o poema: O poema é uma afirmação de amor-próprio, independência emocional e estabelecimento de limites nas relações interpessoais.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: PoetadeMarte, Michel F.M.


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