Medo do escuro

Ni3 Gamer_Z

Por certos traumas, a gente volta ao poço 

Posso saber por que o passado entorta o osso?

Socorro, grito do fundo do fosso.

Na escola, cola escarra, várias faces a mostrarem garra,

Selvagens, abraço é como um urso... Patada na cara.

Coitada, coitado, olhares, tipo que é só um aleijado,

Na queima das fitas, queimaram-me a mim, 

Porque o meu corpo já estava todo enfaixado.

Mas tá tudo bem, adolescente pra adulto, é só uma fase,

Eu não me encaixo num baile, 

Uma máscara não mascara,

Olhares no corredor... da morte, ou só uma sala?

O que a máscara não mostra, a voz fala.

Alô, escuto? Meu puto, eu vejo o meu futuro,

Num corredor a sentir a veia em choque,

Nem quero fazer um discurso duro,

Só não me tapem a cara, eu tenho medo do escuro.

A vida é uma corrida, isso é verdade,

Tudo o que escrevi acima, foi só para descrever ansiedade,

Decretar que temos isto desde uma baixa idade,

É uma barbaridade, a barba não vem tarde,

É só pelos que nem sempre dizem: maturidade.

  • Autor: Ricardo Gaspar (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de novembro de 2026 12:01
  • Comentário do autor sobre o poema: Depois de 204 dias sem escrever
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2
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