Por certos traumas, a gente volta ao poço
Posso saber por que o passado entorta o osso?
Socorro, grito do fundo do fosso.
Na escola, cola escarra, várias faces a mostrarem garra,
Selvagens, abraço é como um urso... Patada na cara.
Coitada, coitado, olhares, tipo que é só um aleijado,
Na queima das fitas, queimaram-me a mim,
Porque o meu corpo já estava todo enfaixado.
Mas tá tudo bem, adolescente pra adulto, é só uma fase,
Eu não me encaixo num baile,
Uma máscara não mascara,
Olhares no corredor... da morte, ou só uma sala?
O que a máscara não mostra, a voz fala.
Alô, escuto? Meu puto, eu vejo o meu futuro,
Num corredor a sentir a veia em choque,
Nem quero fazer um discurso duro,
Só não me tapem a cara, eu tenho medo do escuro.
A vida é uma corrida, isso é verdade,
Tudo o que escrevi acima, foi só para descrever ansiedade,
Decretar que temos isto desde uma baixa idade,
É uma barbaridade, a barba não vem tarde,
É só pelos que nem sempre dizem: maturidade.