Eu pensei que nunca irias partir,
Que, mesmo depois de tanto te ferir,
Continuarias ali, à minha espera,
Como se o teu amor fosse uma prisão eterna.
Traí-te sem medo, humilhei-te sem dó,
Fiz-te sentir que estavas melhor só.
Até te abandonei sem uma despedida,
Bloqueei o teu mundo e segui a minha vida.
Casei com outra, pensando ter vencido,
Enquanto te imaginava chorando, perdido.
Queria mostrar-te que não eras ninguém,
Mas hoje percebo que perdi o meu bem.
Dois anos passaram, e eu nem quis saber,
Pensava que estavas à espera de me ver.
Mas a vida ensinou-me uma dura lição:
Tu reconstruíste a vida, eu fiquei na solidão.
Um dia disseram-me que estavas casada,
Que tinhas outro filho e eras bem-amada.
Meu coração doeu, não consegui acreditar,
A mulher que abandonei conseguiu recomeçar.
Depois vi-te no parque, tão linda, tão feliz,
Com outro homem ao teu lado, como sempre quis.
A nossa filha sorria junto daquela família,
E eu senti a dor que a minha ausência semeava.
Hoje vejo outro homem a cuidar da minha menina,
A dar-lhe carinho, presença e uma rotina.
E dói saber que poderia ser eu,
Mas fui eu mesmo quem esse lugar perdeu.
Eu queria voltar, dizia que iria mudar,
Que seria o homem que merecias encontrar.
Mas talvez tenha acordado tarde demais,
Quando o teu coração já não olha para trás.
Quis fazer-te sentir que não eras nada,
Mas acabei sozinho, com a alma machucada.
Quis sair da tua vida como um vencedor,
Mas fui derrotado pelo meu próprio erro e pela dor.
Hoje não te culpo por teres seguido em frente,
Fui eu quem te perdeu, infelizmente.
Só me resta aceitar aquilo que construí:
Enquanto te fazia sofrer, perdi-te a ti.
E se algum dia ouvires falar de mim,
Saberás que o homem que te tratou assim
Aprendeu da maneira mais dolorosa da vida:
Quem brinca com um amor verdadeiro pode acabar a chorar pela sua partida.
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Autor:
MAISA NALAPE (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de novembro de 2026 06:40
- Comentário do autor sobre o poema: Moral: Ele quis ensinar-lhe a viver sem ele, mas acabou por aprender, da maneira mais dolorosa, a viver sem ela.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Maisa Nalape.

Offline)
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