Silêncio,
Medo, certeza,
Cores.
Então, nada muda por aqui,
O café ainda tem aquele gosto,
O sofá ainda reclina levemente,
O jiló nunca será doce, novamente.
Nunca mais vesti vermelho ou vinho,
Mesmo sendo minha cor favorita,
Nunca mais corri na chuva,
Embora tenha chovido sempre.
Me dissolvi em meio a mim,
Me devolvi a algo inalcançável,
Me dilui em propostas sutis,
Me fundi ao projeto do eu.
E sem saber onde me perdi,
Acabo no paradoxo do eu,
A qual nenhum de nós saberá,
Se acaso vivi mais que a mim.
-
Autor:
TheLira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de novembro de 2026 02:28
- Comentário do autor sobre o poema: O mundo permaneceu o mesmo, mas eu já não cabia nele da mesma maneira.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.