Vitrines moldam a carne e o desejo,
Consomem o corpo em regras e decretos,
Rotulam a vida em busca de sexo,
Tornando os traços em meros objetos.
Julgam que o homem, por força do instinto,
Tem o direito ao prazer e ao acesso,
Tratam o afeto como labirinto,
Onde a cobrança pelo sexo é excesso.
Mas corpo algum é moeda ou tributo,
Nenhuma entrega se impõe por reflexo,
Diante do peso de um mundo absoluto,
Não ouça a quem não deve sexo.
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Autor:
Karolla (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de novembro de 2026 01:10
- Comentário do autor sobre o poema: Esse poema é sobre como a mulher é objetificada na sociedade, fazendo com que ela seja vista apenas como alguém que deve suprir as "necessidades masculinas" dos homens, e não como um ser humano que possue seus próprios desejos e vontades.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 2

Offline)
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