Vitrines moldam a carne e o desejo,
Consomem o corpo em regras e decretos,
Rotulam a vida em busca de sexo,
Tornando os traços em meros objetos.
Julgam que o homem, por força do instinto,
Tem o direito ao prazer e ao acesso,
Tratam o afeto como labirinto,
Onde a cobrança pelo sexo é excesso.
Mas corpo algum é moeda ou tributo,
Nenhuma entrega se impõe por reflexo,
Diante do peso de um mundo absoluto,
Não ouça a quem não deve sexo.