Karolla

A quem não deve sexo

Vitrines moldam a carne e o desejo,

Consomem o corpo em regras e decretos,

Rotulam a vida em busca de sexo,

Tornando os traços em meros objetos.

 

Julgam que o homem, por força do instinto,

Tem o direito ao prazer e ao acesso,

Tratam o afeto como labirinto,

Onde a cobrança pelo sexo é excesso.

 

Mas corpo algum é moeda ou tributo,

Nenhuma entrega se impõe por reflexo,

Diante do peso de um mundo absoluto,

Não ouça a quem não deve sexo.