para nublar uma existência amarga,
acabo de comer sete caixas de tâmaras.
eu, que estive no mar sobre águas salgadas,
soldado fui — fugiu o fuzil de minhas mãos.
j
ardineiro, olho as sementes e começo a rir:
quem planta tâmaras não come.
mas, com tanta guerra por vir,
apressa-se o fruto, acelera-se a morte,
sempre esse corte na harmonia.
da inteireza à fratura,
quem sabe um soldado com fome
não encontre tâmaras para tomar
uma água doce?
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Autor:
LASANA LUKATA (
Offline) - Publicado: 2 de novembro de 2026 17:14
- Categoria: Natureza
- Visualizações: 2
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