LASANA LUKATA

Comendo tâmaras

 para nublar uma existência amarga,

acabo de comer sete caixas de tâmaras.

 

eu, que estive no mar sobre águas salgadas,

soldado fui — fugiu o fuzil de minhas mãos.

j

ardineiro, olho as sementes e começo a rir:

quem planta tâmaras não come.

mas, com tanta guerra por vir,

 

apressa-se o fruto, acelera-se a morte,

 

sempre esse corte na harmonia.

 

da inteireza à fratura,

quem sabe um soldado com fome

não encontre tâmaras para tomar

uma água doce?