Coleciono narrativas,
Minhas próprias histórias.
Nelas, sou inquilino,
Moro no rabisco.
Palavras sortidas,
Soltas como eu,
Porém, gaguejadas no ouvir.
Expedições pitorescas,
Histórias de aventura,
Criadas em penumbras
Da solitude grotesca,
Que o poetisar,
Porém, é apaixonante aos de causa perdida.
Fins são trágicos,
Histórias têm esse mau hábito:
Despejam inquilinos.
Para onde vou, então,
Com a mala cheia de entrelinhas?
Porém, é verdade:
Há liberdade na caligrafia.
-
Autor:
Tiago Santos (
Offline) - Publicado: 2 de novembro de 2026 13:05
- Categoria: Fábula
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Estranheza.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.